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Hepatites Agudas A e B

As hepatites agudas mais freqüentes que são diagnosticadas em nosso meio são causadas por dois tipos principais de vírus: o vírus A, transmissível pela ingestão de alimentos ou água contaminada e o vírus B, que só provoca a doença através do ato sexual ou quando injetado acidentalmente no sangue, por meio de seringas ou objetos cortantes por ele infectados. Ambas são passíveis de prevenção com alto grau de eficácia (vacina). Uma terceira, a causada pela hepatite C, tem características um pouco diversas e e assunto de publicação em separado. Os vírus A e B são muito resistentes: sobrevivem cerca de um ano, a uma temperatura de 10 a 20ºC, e passam facilmente pelos filtros que retêm bactérias. A forma de contágio é o que melhor os distingue. Além disso, também o período de incubação é diferente. Quando a contaminação é pelo vírus A, passam-se 15 a 40 dias até que a doença se manifeste. O vírus B, ao contrário, permanece de um e meio a 6 meses no organismo, até que apareçam os primeiros sintomas. Mas a partir do momento em que a doença surge, a evolução de ambas as formas é praticamente idêntica.

Sintomas

No começo da doença aparecem perturbações das vias respiratórias, dores musculares, falta de apetite, dor de cabeça, mal-estar geral, febre. Outros sintomas mais característicos vão surgindo gradualmente. Uma contínua sensação de náusea associa-se a certos sabores e odores e faz com que se rejeitem determinados alimentos. Os alimentos gordurosos, em particular, provocam total repugnância. O cansaço constante e a fraqueza se acentuam. Uma dor incômoda aparece do lado direito. Em determinado momento, surge um sinal inconfundível: o ”branco” do olho está amarelo – é o primeiro sinal da icterícia. Durante alguns dias, a febre continua. Em seguida, vai desaparecendo e as perturbações digestivas, vômitos e náuseas se intensificam. O fígado incha e dói, quando palpado. A urina escurece. O exame clínico identifica a doença e os exames de laboratório, quando necessários, complementam o diagnóstico.

Defesa do Organismo

Não existe nenhum medicamento específico de combate ao vírus que seja recomendado de antemão para a maioria doa pacientes. O repouso facilita o restabelecimento. Há casos graves em que remédios antivirais são utilizados (hepatite B), mas os critérios para essa utilização dependem da avaliação do médico. Hoje em dia, já não se exige repouso absoluto no leito durante toda a evolução da doença. Recomenda-se apenas nos primeiros dias da fase ictérica, e quando a evolução é favorável, o repouso pode ser “relaxado”. A dieta alimentar é importante para dar ao fígado as condições necessárias para lutar contra o vírus. É em geral recomendado o consumo intenso de hidratos de carbono arroz, massas, biscoitos e doces em geral, que fornecem calorias sem exigir muito trabalho do fígado. As gorduras, ao contrário, são diminuídas a nível mínimo. Um dos principais motivos é o desconforto de uma digestão lenta, já que o paciente está, nessa fase, com baixa ou nenhuma produção de bile. Como a bile é nosso “detergente de gorduras”, sua ausência no intestino faz com que as gorduras não sejam absorvidas, alterando significativamente a digestão. As proteínas carne, ovos, leite podem ser consumidas normalmente, pois são indispensáveis para o trabalho de regeneração dos tecidos. Quando necessário, pode-se recomendar alguns remédios para complementar o tratamento. A interpretação de exames e conclusão diagnóstica são atos médicos, que dependem da análise conjunta de dados clínicos e de exames subsidiários, devendo, assim, ser realizadas por um médico.

Surto de Hepatite A gera preocupação

De acordo com dados da do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, a hepatite A teve um aumento de 895%, principalmente na faixa etária de 20 a 49 anos. Para se ter uma ideia, em 2017 foram registrados 677 casos (até setembro) e, em contrapartida, foram 68 casos em 2016.
Informações dão conta de que o aumento de casos é mais latente em uma população específica, de homens que fazem sexo com homens. A maior preocupação sobre esse surto é que o mesmo parece estar invisível (não está sendo amplamente divulgado). Tomem cuidado. Protejam-se.

NÃO SE ESQUEÇA

As hepatites A e B são evitáveis.

 

Interpretação de exames e conclusão diagnóstica são atos médicos, que dependem da análise conjunta de dados clínicos e de exames subsidiários, devendo, assim, ser realizadas por um médico.